Agronegócio

Potencial do Agronegócio no Brasil

Grãos

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Grãos

As projeções de grãos referem-se aos 15 produtos pesquisados mensalmente pela CONAB, como parte de seus levantamentos de safra. As estimativas de produção de grãos desse ano são de 196,5 milhões de toneladas e a área plantada de 58,2 milhões de hectares. As estimativas de produção de grãos para 2016/17 apontam para uma safra entre 208,1 e 226,5 milhões de toneladas, numa área plantada entre 58,1 e 60,9 milhões de hectares.

As projeções para 2025/26 são de uma safra de grãos por volta de 255,3 milhões de toneladas, e corresponde a um acréscimo de 29,9% sobre a atual safra que está estimada em 196,5 milhões de toneladas. Esse acréscimo corresponde a uma taxa anual de crescimento de 2,5% ao ano. No limite superior a projeção indica uma produção de até 301,3

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Algodão

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A produção de algodão concentra-se especialmente nos estados de Mato Grosso e Bahia, que respondem em 2015/16 por 87,0% da produção do país. Mato Grosso tem a liderança com 63,6% da produção nacional, vindo a seguir o estado da Bahia com 23,4% da produção brasileira.

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As exportações têm previsão de forte expansão, 62,6% entre 2015/16 a 2025/2026. Essa variação corresponde a um crescimento anual de 4,5%. Em 2024/25 o algodão do Brasil deve representar cerca de 14,0% do comércio mundial desse produto, segundo estimativas deste relatório, e também do USDA (2015) e OECD-FAO (2015).

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Trigo

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A produção de trigo no país concentra-se na região Sul, sendo o Paraná e Rio Grande do Sul os principais produtores. O Paraná deve produzir na atual safra, 2015/16, 60,7% da produção nacional e o Rio Grande do Sul, 26,5%. Esses dois estados respondem por 87,2% da produção nacional.
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Apesar da produção de trigo aumentar em cerca de 35,4% nos próximos anos, estimulada pelos preços ao produtor, mesmo assim o Brasil deve manter-se como um dos maiores importadores mundiais. O relatório do USDA estima em 2025 importações brasileiras de trigo da ordem de 8,0 milhões de toneladas (USDA, 2016).
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Soja

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A produção de soja no país para 2015/16 está estimada em 95,6 milhões de toneladas. A produção é liderada pelos estados de Mato Grosso, com 27,2% da produção nacional; Paraná com, 17,9%; Rio Grande do Sul com 16,9%; Goiás, 10,7%; Mato Grosso do Sul, 7,6%, Minas Gerais, 4,9% e Bahia, 3,4%. Mas, a produção de soja está migrando também para novas áreas no Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Piauí e Bahia, que em 2015/16 respondem por 9,2% da produção brasileira, que corresponde a uma produção de 8,8 milhões de toneladas de soja.
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A projeção de soja em grão para 2025/26 é de 129,2 milhões de toneladas. Esse número representa um acréscimo de 35,1% em relação à produção de 2015/16. Mas é um percentual que se situa abaixo do crescimento ocorrido nos últimos 10 anos no Brasil, que foi de 66,0% (Conab, 2016). Segundo técnicos da Abiove (2016) consultados, a projeção deles está entre as projeções deste relatório e de seu limite superior de produção para 2025/26, estimado em 155,3 milhões de toneladas.

Café

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Da produção total, 54,9% são produzidos em Minas Gerais, 22,1% em Espírito Santo, e 9,8% em São Paulo. Estes são os maiores produtores do país. Na safra de 2016, 38,8 milhões de sacas foram de café arábica e 11,7 milhões de Conilon. O primeiro é produzido em Minas Gerais e o outro em Espírito Santo, predominantemente. As projeções mostram que a produção em 2025/26 deve situar-se entre 65 e 85 milhões de sacas. Essa produção deve ser obtida a uma taxa de crescimento anual de 2,7%.
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Açucar

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As estimativas obtidas para a produção brasileira de açúcar indicam uma taxa média anual de crescimento de 3,5% no período 2015/2016 a 2025/2026. Essa taxa deve conduzir a uma produção de 50,0 milhões de toneladas em 2025/26. Essa produção corresponde a um acréscimo de 49,6% em relação a 2015/16.
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O Brasil teve como principais destinos de suas exportações em 2015 do setor sucro-alcooleiro, a China, Bangladesh, Argélia, Nigéria e, Rússia. Porém o destino das exportações brasileiras é bastante amplo e abrange mais de 100 países (Mapa, 2015).
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Laranja e Suco de laranja

A produção de laranja deverá passar de 15,8 milhões de toneladas na safra 2015/16 para 16,7 milhões de toneladas em 2025/26. Essa variação corresponde a uma pequena variação nos próximos anos. A área plantada de laranja deve sofrer uma redução nos próximos anos. Deverá passar dos atuais 684 mil hectares para 587 mil. Isso indica uma redução anual da taxa de crescimento da ordem de 1,5% ao ano e deve ocorrer principalmente pela redução da atividade em São Paulo.

Apesar da redução de área plantada prevista para os próximos anos, a laranja em São Paulo mostrou aumento de área de 15,6 mil hectares entre 2015 e 2016 (IBGE, LSPA, 2016). Mas a liderança na expansão de área no estado vem sendo da cana-de-açúcar, seguida pela soja.

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As exportações de suco de laranja devem passar de 2,0 milhões de toneladas em 2015/16 para 2,4 milhões de toneladas ao final do período das projeções. Isso representa um aumento de 19,6% na quantidade exportada. Restrições comerciais na forma de barreiras ao comércio são o principal fator limitante da expansão do suco de laranja. O Brasil tem exportado suco de laranja regularmente para cerca de 20 países. Sua participação nas exportações mundiais no ano 2015/16 está estimada pelo USDA (2016) em 75,3%.
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Carnes

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Antes de apresentar as projeções de carnes, procura-se ilustrar a atual distribuição no Brasil do rebanho bovino, no que se refere ao número de animais abatidos em 2015. Segundo o IBGE (2016), nesse ano foram abatidas 30,6 milhões de cabeças em todo o país. O Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Rio Grande do Sul, lideram os abates, com 76,0% dos abates no país.

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As projeções de carnes para o Brasil mostram que esse setor deve apresentar intenso crescimento nos próximos anos e a expectativa é que a produção de carne no Brasil continue seu rápido crescimento na próxima década (OECD-FAO, 2015). Ainda segundo essas instituições, os preços ao produtor devem crescer fortemente durante os próximos dez anos, especialmente para carne de porco e carne bovina, enquanto os preços do frango devem crescer a taxas mais modestas.

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A produção total de carnes em 2015/16 está estimada em 26,3 milhões de toneladas e a projeção para o final da próxima década é produzir 34,1 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína. Essa variação entre o ano inicial da projeção e o final resulta num aumento de produção de 29,8%.

Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras.

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